O dia 17 de Maio constituiu-se no “Dia Internacional Contra a Homofobia” em virtude da retirada da homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças, consequência da Assembleia Geral da OMS, realizada nesta data no ano de 1990. Esta data vem afirmar – e abarcar – a mutação de valores da sociedade a qual já teve a homossexualidade como pecado, crime e doença. Essa conquista e a especial atenção à homofobia é o paradigma a ser inserido na, ainda, heteronormativa sociedade que impõe comportamentos, sufocando a diversidade sexual. A importância de se determinar um marco histórico para o combate a homofobia tem em sua essência dar visibilidade ao movimento que visa a promoção e defesa dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, bem como, fomentar políticas públicas, criar ações concretas que proporcionem a pulverização das informações que compreendem a realidade deste segmento da população. Entendemos que a informação é o real (e salutar) elo que pode vir formar uma nova realidade material de mudança, pois é através do fim da obscuridade que uma sociedade estrutura-se com princípios que impedem a intolerância e permitem a aceitação, a inserção e o respeito ao próximo em seu mais alto grau de cidadania. A determinação de estereótipos, de padrões arcaicos que já não coadunam com o século XXI persiste, e é neste momento que marcos como o dia 17 de Maio precisa constituir-se em pausas necessárias de reflexão com o intuito de sedimentar uma nova postura evitando tratamentos desiguais, os quais todos os dias transparecem em violência nas ruas, perante às travestis e transexuais trabalhadoras do sexo, em adolescentes vítimas bullying nas escolas, discriminações em locais de trabalho, e as mais variadas formas de violência físicas e morais, que ainda caracterizam e provam que a falta de informação é o objeto propulsor na luta pelo combate a Homofobia, e que o dia 17 de Maio não seja apenas uma data no calendário LGBT, e sim, um momento de percepção de mudanças de toda a sociedade.
No dia 18/05/2010 acontece o VII Seminário de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais no Congresso Nacional, que tem o tema: “Direitos Humanos de LGBT: Cenários e Perspectivas”. O evento, que vem sendo realizado anualmente desde 2004, será realizado no Auditório Nereu Ramos na Câmara dos Deputados. O Seminário contará com a presença de vários parlamentares, advogados, gestores públicos, pesquisadores e militantes que estarão debatendo os temas que envolvem as principais reivindicações do movimento LGBT brasileiro. Na solenidade de abertura o Hino Nacional será entoado pela cantora Angela Leclery. O Seminário é promovido pelas Comissões de Legislação Participativa, Direitos Humanos e Minorias, e Educação e Cultura, da Câmara dos Deputados, em parceria com a ABGLT. Programação e Inscrições AQUI. No dia 19/05/2010, a partir das 9h, na Esplanada dos Ministérios, em frente à Catedral Metropolitana de Brasília, acontecerá a concentração da I Marcha Nacional contra a Homofobia e I Grito Nacional pela Cidadania LGBT e contra a Homofobia. O local será o ponto de encontro de várias caravanas vindas das 27 unidades da federação. No início da Marcha, a atriz e cantora Jane di Castro entoará o Hino Nacional. A partir das 10h30, milhares de militantes LGBT e também de outros movimentos sociais sairão em caminhada pela Esplanada dos Ministérios em manifestação de reivindicação das principais demandas da ABGLT: # Garantia do Estado Laico (Estado em que não há nenhuma religião oficial, as manifestações religiosas são respeitadas, mas não devem interferir nas decisões governamentais)# Combate ao Fundamentalismo Religioso.# Executivo: Cumprimento do Plano Nacional LGBT na sua totalidade, especialmente nas ações de Educação, Saúde, Segurança, Direitos Humanos, Trabalho e Emprego, entre outros, além de orçamentos e metas definidas para as ações.# Legislativo: Aprovação imediata do PLC 122/2006 (Combate a toda discriminação, incluindo a homofobia).# Judiciário: Decisão Favorável sobre União Estável entre casais homoafetivos, bem como a mudança de nome de pessoas transexuais.
Fonte: Diferenças -Observatório da Cidade ( Mário Neto).
A Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) recebe na próxima segunda-feira (17) alunos do Centro de Reabilitação Visual (CRV) para visita dirigida à biblioteca do campus Petrolina Centro, entre 14h e 16h. A ação é promovida por estudantes da disciplina de Práticas Integrativas II, ministrada pela professora Daniele Maciel e pelo Colegiado de Psicologia com apoio do Sistema Integrado de Bibliotecas (Sibi/Univasf). A iniciativa visa promover o acesso de pessoas cegas à universidade.
Os visitantes vão conhecer as instalações físicas da biblioteca, sua infraestrutura e funcionamento, incluindo a apresentação do Sibi/Univasf e o mapeamento visual do espaço, baseado na descrição do ambiente. A atividade será orientada por professores do CRV que acompanharão a visita. “A memorização do espaço pelas pessoas cegas, através do mapeamento visual é muito importante porque oferece maior autonomia. O objetivo é que elas possam voltar aqui outras vezes e até sozinhas”, avalia professora Daniele Maciel, da Univasf.
A programação contará ainda com roda de leitura. Na ocasião também será efetuado o cadastramento dos alunos do CRV para empréstimo das obras disponíveis em Braille e em suporte digital (livros falados). De acordo com os bibliotecários Marcio Pataro e Anna Regina Ribeiro, as estantes onde estão expostos os livros do respectivo acervo em Braille receberão sinalização neste sistema de escrita. A iniciativa contará com a colaboração da estudante de Psicologia da Univasf, Mercia dos Santos.
Participe!
Texto por NUMANS.